SÓ O AMOR PERMANECE

Para viver, crescer e sonhar

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Location: Lousã, Portugal

Ana Paula Reis (Selecção de textos) e Maria Laranjeira (Fotografia)

Thursday, October 18, 2007

LEIS PARA SER FELIZ



" Ser feliz não é ter uma vida isenta de perdas e frustrações. É ser alegre, mesmo quando chora. É viver intensamente, mesmo na cama de um hospital. É nunca deixar de sonhar, mesmo se tiver pesadelos. É dialogar consigo mesmo, ainda que a solidão o cerque. É ser sempre jovem, mesmo com os cabelos a embranquecer. É contar histórias aos filhos, mesmo que o tempo seja escasso. É amar os pais, mesmo que eles não o compreendam. É agradecer muito, mesmo quando as coisas correm mal. É transformar os erros em lições de vida.

Ser feliz é sentir o sabor da água, a brisa no rosto, o cheiro da terra molhada. É tirar das pequenas coisas grandes emoções. É encontrar todos os dias motivos para sorrir, mesmo que não existam grandes acontecimentos. É rir das suas próprias tolices. É não desistir de quem se ama, mesmo que haja decepções. É ter amigos para partilhar as lágrimas e dividir as alegrias. É ser um amigo do dia e um amante do sono. É agradecer a Deus pelo espectáculo da vida..."

In.: Augusto Cury, "Dez Leis para ser Feliz"

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Monday, January 01, 2007

HOMENAGEM AO AMOR


Creio no AMOR ... não tanto na palavra "Amo-te" ou "Amamo-nos" ( as palavras são tantas vezes vãs!!), mas naquele que se manifesta em atitudes, aquele que valoriza o outro pelo que é, que o reconhece como um MISTÉRIO e o desvenda com todo o respeito e delicadeza que lhe são devidos! Creio no amor - romântico, mas sobretudo no amor que sabe dar-se sem desejar possuir. Creio no amor que compreende os limites do outro sem desejar a todo o custo corrigi-lo, sem julgá-lo, mas que, por ser gratuito, tem a capacidade de transformar o outro, tornando-o uma pessoa melhor!! Creio no amor - sentimento, mas muito mais naquele amor que faz sentir único aquele que o experimenta... que aceita, valoriza e celebra a diferença... que está atento aos pormenores... sobretudo aos aspectos positivos do outro, à sua "Indizível" beleza. Que aceita a história do outro e a encara como o meio que a vida lhe ofereceu para se tornar quem é no presente ... Creio no Amor!! O que transforma em beleza e em bondade a realidade mais banal por ser, em si mesmo, beleza e bondade! No amor que se sabe capaz "de dar a vida" de modo inventivo pela felicidade do outro! No amor que sabe que cada oportunidade de amar implica ter encontrado um enorme tesouro. Não creio em felicidade sem amor nem em amores "que morrem"... o amor transforma-se, adapta-se às circunstâncias mas deixa uma marca indelével na vida e no coração!! É certo que há "amores - caricatura"... há pessoas que não aprenderam a amar, que ferem duramente aqueles que menos são dignos disso! Não acredito em pessoas "más"... apenas em pessoas feridas pela vida, que não foram suficientemente amadas, ou que, tendo sido amadas, se "centraram no seu umbigo" e passaram a acreditar que o mundo e os outros devem orbitar em torno de si próprias e dos seus caprichos. Um padre jesuíta e psicólogo, John Powell, fazia um dia a seguinte oração:"Meu Deus, não me deixes morrer sem ter vivido e amado de verdade". Seja o que for que HOJE penso de Deus, se Ele existir mesmo, dirijo-lhe a mesma oração! E sei que esta realidade já está presente na minha vida!! Sou feliz por isso. E sonho e construo-me, doravante, de acordo com esta meta! "Saber amar de verdade", seja qual for o modo como a vida me pedir que o faça. Com gratuidade, em silêncio, presente ou à distância, de modo concreto ou como consequência de um amor que a vida não quis "presente", mas amarei!! Amar-te-ei!! E, em cada novo amor que encontrar lembrar-te-ei: O que vivi, o que aprendi, o que cresci... e serei PROFUNDAMENTE feliz por saber que "os teus neurónios sem sinapses de maldade" ( o termo não é meu, desculpa, Regina!!) assim o quereriam!! Chamarei AMIZADE ao que de nós ficou, mas terei a certeza que é AMOR. Um amor que não existe nos livros de romances nem nas telenovelas, mas que tem, como nos filmes e nos livros um final feliz!! Um amor que me dilata o coração tornando-o aberto a outros e à beleza das suas vidas!!

DECÁLOGO DA SERENIDADE


Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, exclusivamente neste dia, sem querer resolver todos os problemas da minha vida de uma só vez. Hoje, apenas hoje... procurarei ter o máximo cuidado na minha convivência: serei cortês nas minhas maneiras, a ninguém criticarei, nem pretenderei melhorar ou corrigir à força ninguém senão a mim mesmo; ... serei feliz, na certeza de que fui criado para a felicidade... adaptar-me-ei às circunstâncias, sem pretender que sejam as circunstâncias a adaptarem-se aos meus desejos; ... dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura ... farei ao menos uma coisa que me custe fazer e, se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba; ... executarei um programa pormenorizado. Talvez não o cumpra pormenorizadamente, mas ao menos escrevê-lo-ei. E fugirei de dois males: a pressa e a indecisão; ... vencerei os meus medos. De um modo especial, não terei medo de gozar o que é belo e de acreditar na bondade

Original de João XXIII ( Adaptação de Ana Paula Reis)

Friday, December 01, 2006

TEM CORAGEM. DIZ "SIM" A TI PRÓPRIO



Agora vejo claramente que só aqueles que admitem as suas fraquezas, que se aceitam totalmente e em todas as suas coisas, englobando as suas partes negativas, são verdadeiros protagonistas. Possuem verdadeiramente uma boa auto-estima. Agora compreendes, amiga leitora, amigo leitor, porque é que desconfio das pessoas de bem?

Desconfio das pessoas que nunca se enganam.
Desconfio das pessoas que são sempre razoáveis.
Desconfio das pessoas que estão sempre seguras de si.
Desconfio das pessoas que se sentem sempre superiores.
Desconfio das pessoas que são sempre controladas.
Desconfio das pessoas que não exprimem verdadeiros sentimentos.
Desconfio das pessoas que não mostram emoções.
Desconfio das pessoas que se julgam perfeitas.
Desconfio das pessoas que julgam.
Desconfio das pessoas que acusam.
Desconfio das pessoas que não mostram medo.
Desconfio das pessoas que não mostram fraquezas.
Desconfio das pessoas que não descem às profundezas.
Desconfio das pessoas que nunca se expõem.
Desconfio das pessoas que se fazem de vítimas.
Desconfio das pessoas que manipulam.
Desconfio das pessoas que instrumentalizam.
Desconfio das pessoas que fazem chantagem.
Desconfio dos arrivistas.
Desconfio dos competitivos.
Desconfio dos invejosos e dos ciumentos.
Desconfio dos sedentos de glória.
Desconfio dos sedentos de consenso.
Desconfio dos bisbilhoteiros e dos caluniadores.
Desconfio dos semeadores de cizânia.
Desconfio dos provocadores.
Desconfio de quem não fala.
Desconfio das pessoas que são não - directas.
Desconfio das pessoas que querem impressionar.
Desconfio das pessoas que não querem perder prestígio.

Agora percebes porque me estou a rir? Agora percebes porque permaneço calmo, mesmo quando sou sujeito a más - figuras e a críticas? Quando, meu amigo, estás em contacto com o teu verdadeiro Ego, sentes-te independente da opinião dos outros. Nunca consideres importantes os louvores que provêm do exterior. Nunca te sintas ferido pelas críticas que provêm do exterior. Quando encontras Deus dentro de ti, nas tuas misérias, estás para além do juízo dos seres humanos. Para atingir este estádio deves aceitar o teu passado, tal como aconteceu. Nunca deves voltar a ele. Para sofrer. Mas deves usá-lo para realizar a viagem para que vieste a esta terra. Não deves procurar nos outros a razão das tuas fraquezas. Não deves identificar-te com as ilusões. Não deves identificar-te com ideais demasiado perfeitos de ti, da tua personalidade. Não deves tornar-te perfeito. Deves, pelo contrário, tornar-te tu mesmo. Dando sentido às tuas misérias. Realizando a ideia pela qual Deus te mandou para a terra.

Extraído de: "Rir com o Coração"
Valerio Albisetti

Tuesday, October 31, 2006

CONSOLO



" No dia do enterro da sua mãe, C. foi picada por uma abelha. Estava muita gente no pátio da casa da família. Vi C., no infinito dos seus quatro anos, ser surpreendida primeiro pela dor que a picada lhe provocara; a seguir, mesmo antes de começar a chorar, buscar avidamente com os olhos, por entre todos os que ali estavam, aquela que desde sempre a consolara, e parar bruscamente essa procura, por, de repente, ter compreendido tudo acerca da ausência e da morte. Esta cena, que durou apenas alguns segundos, è a mais pungente que já vi. Existe para cada um de nós uma determinada hora em que o conhecimento inconsolável nos invade a alma e a despedaça. È à luz dessa hora, já chegada ou não, que todos nos devíamos falar, amar e, se possível, rir juntos."

Extraído de: " Ressuscitar"
De Christian Bobin

Tuesday, October 24, 2006

SURPRESAS


"O mundo está cheio de surpresas que nos põem a caminho. Como aquela criança que olhava fascinada para o pai. Este dizia-lhe: "Vês aquela coisa grande, ali, alta, é uma árvore. E aqui - enterrava uma sementinha - vai nascer uma como aquela". A criança abria a boca de espanto e sorria. Acreditou. Não é que tivesse lógica, mas era o pai que lhe dizia".

Extraído de: " Não há soluções, há caminhos"
Pe. Vasco Pinto Magalhães, s.j.

Saturday, October 21, 2006

SABEDORIA


"Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior. A sabedoria inferior é dada por tudo o que uma pessoa sabe, e a superior é dada pela consciência do que não se sabe. Os verdadeiros sábios são os mais convictos da sua ignorância. Desconfiem das pessoas auto-suficientes. O orgulho é um golpe contra a lucidez, um atentado contra a inteligência" ( ...) "Muitos pensam que Jesus só discorria sobre a fé, mas Ele utilizava uma das melhores ferramentas para abrir as janelas da mente humana: a arte da dúvida. Ao longo da minha trajectória como pesquisador, percebi que a arte da dúvida é uma ferramenta fundamental para expandir o leque do pensamento. A morte de um cientista ocorre quando ele deixa de duvidar do seu conhecimento" (...) " (Jesus) primeiro usava a arte da dúvida para remover os preconceitos das pessoas, depois discorria sobre a fé. Portanto, discorria sobre uma fé inteligente. Um homem tão inteligente só podia falar sobre coisas inteligentes. As pessoas são controladas por tudo aquilo em que crêem. Através da ferramenta da dúvida, o Mestre libertava as pessoas da ditadura do preconceito e depois falava do Seu plano transcendental"

Excertos de "O Mestre do Amor"
Augusto Jorge Cury

Thursday, October 19, 2006

A PAIXÃO DE CRISTO


Caros amigos!!Aqui vai a opinião de Laurinda Alves sobre o filme a Paixão de Cristo (excerto do texto que publicou na revista XIS de 20/3/2004):"Acompanhada de um grupo alargado de amigos, uns mais crentes que outros e cada qual com a sua sensibilidade particular a esta realidade bíblica da Paixão de Cristo, assisti a um filme que fez a diferença no meu percurso de vida. E explico porquê.Primeiro porque é um filme de uma beleza incrível. Pela luz e pelas sombras, pelo céu imenso, pela côr púrpura do entardecer, pela lua muito cheia e sempre muito rente ao horizonte, pelo movimento das nuvens no céu e das pessoas na terra, pelo vento que sopra nos montes, pelos pensamentos que se lêem e pelos que se adivinham, pelas palavras ditas e pelas que ficam por dizer, por todos e cada um dos personagens centrais ou laterais mas, acima de tudo, pelo olhar de Cristo.Mais do que o olhar de um actor de cinema que interpreta magistralmente o seu papel, aquele olhar marca porque não existe outro igual no mundo. E esse é, porventura, o maior prodígio do realizador e da imensa equipa técnica que o acompanhou: saber iluminar e filmar um olhar divino.O verdadeiro olhar que salva, que nos resgata e dá sentido àquilo que não tem sentido nenhum.Apesar do sofrimento físico, de todas as dores morais e angústias espirituais, aquele olhar permanece luminoso, infinitamente doce e misericordioso. O olhar clemente e compassivo com que todos gostaríamos de ser olhados um dia. Passe o tempo que passar, sei que aquele olhar terno e puro me vai acompanhar para sempre e que vou voltar a ele para me lembrar que nunca estou só nem ficarei desamparada.E é porque, embora parcialmente desfigurado, o olhar de Cristo permanece inteiro, lindo, limpo e profundamente unido ao essencial que o filme é suportável naquilo que tem de mais chocante. Quando o sangue é demasiado ou as vergastadas intoleráveis, existe o olhar de Cristo que sofre, aceita, perdoa e nos conduz a Ele.O único olhar comparável ao de Cristo é o de Maria que chora em silêncio e acompanha o filho nas aflições da condenação, flagelação, coroação de espinhos e crucificação. Maria assiste a todo este calvário com um amor desmedido e a sua presença é inabalável, comovente e consoladora. E, também ela, redentora na medida em que nos ajuda a olhar e a ver aquilo que, sem ela, seria impossível testemunhar.Muitos declaram-se chocados com o excesso de violência mas eu confesso que não vi nada naquele filme que me chocasse mais do que muitas outras coisas que vejo na vida real e noutros filmes. Seja no cinema ou em casa, em directo, todos vemos muito para além daquilo que é suportável ver. Todos sabemos que o sofrimento existe com contornos desproporcionados e extraordinariamente perversos. Podemos alimentar a polémica sobre o grau de violência d'A Paixão de Cristo mas não é nem mais nem menos gritante do que aquilo a que assistimos frequentemente.A grande diferença, para mim, é o sentimento redentor daquele sofrimento. É saber que foi real, excessivo e durou aquele tempo todo mas não foi em vão. O que se revela chocante, até mesmo para os que crêem, é assistir a este sofrimento numa espécie de tempo real e testemunhar que foi assim que tudo aconteceu."

Laurinda Alves